Pesquisa levanta os quatro cargos de TI mais difíceis para uma empresa preencher

Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e realizada pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) revela um dado bastante interessante sobre as grandes empresas em relação ao setor de TI delas. O levantamento aponta que as empresas estão tendo grandes dificuldades em preencher alguns cargos na área de TI.

De acordo com os dados da pesquisa que analisou diversas vagas em aberto no país, as qualificações mais necessitadas são as de programação e desenvolvimento de linguagens como PHP, Java e front-end. Mas apesar de haver vários profissionais habilitados no Brasil, algumas vagas chegam a estar abertas há cerca de dois meses.

À medida que todas as empresas se tornam digitais, a demanda por profissionais de tecnologia aumenta mais rápido do que a disponibilidade de mão de obra qualificada”, afirma João Luís Olivério, diretor geral do Indeed, site de vagas, no Brasil. Renato Trindade, gerente da divisão de TI da consultoria Page Personnel, afirma que o mercado de tecnologia é um dos que menos sofrem com a crise econômica. “Os profissionais de TI representam a menor fatia desses 13,3 milhões de desempregados que existem hoje no país”.


(Imagem: Época Negócios.)

As vagas tornam-se complicadas de preencher por fatores que implicam basicamente nas necessidades da empresa perante o profissional. As empresas exigem que o engenheiro de software (apontado pelo Indeed como o cargo mais complicado de preencher no momento estando inclusive com 50% das vagas em aberto por mais de dois meses) tenha uma formação forte e que entenda tanto o setor quanto a cabeça do cliente. “Não é tão fácil encontrar essa pessoa”, afirma Trindade.

A seguir temos o desenvolvedor full-stack cujo 42% das vagas estão estagnadas por conta da falta de pessoas qualificadas para este tipo de perfil já que este tipo de desenvolvedor é aquele que produz desde o básico ao mais avançado em um projeto e tem que estar por dentro de tudo.

Já com arquiteto de software e desenvolvedor de software, com 42% e 39% das vagas paradas respectivamente, o problema é o mesmo encontrado com o engenheiro de software. De acordo com as empresas, é difícil encontrar um profissional que tenha empatia com as necessidades do usuário e que também entenda sobre relacionamento com as demais áreas de uma empresa, como expedição ou contabilidade.

 

FONTE: Época Negócios.